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Petição Pela Verdade Desportiva

Para: Assembleia da República, Governo (tutela do Desporto)






PELA VERDADE DESPORTIVA






Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República



"O futebol movimenta, hoje em dia, milhares de pessoas e há muito que o seu impacto ultrapassou as linhas do relvado, tornando-se num desporto cada vez mais importante como divertimento de muitos e também como gerador de negócio.


É por essa razão que me associo ao Movimento Pela Verdade Desportiva. A utilização das novas tecnologias no futebol permitirá centrar as atenções na actuação dos jogadores e no espectáculo do jogo dentro das quatro linhas, deixando de lado dúvidas que em nada beneficiam a dignidade do desporto.


Justamente pela importância do jogo, e no sentido de perseguir o espírito desportivo, é necessário que clubes, atletas, árbitros e dirigentes desportivos saibam tirar partido dos avanços tecnológicos para garantir a justiça e a verdade nas competições."




Aníbal Cavaco Silva

Lisboa, 31 de Maio de 2009






















Promotor do Movimento ‘Pela Verdade Desportiva’
Rui Santos


Comissão de Honra

António Simões

Artur Santos Silva

Carlos Queiroz

Emanuel Medeiros

Francisco Pinto Balsemão

Hermínio Loureiro

Jorge Sampaio

Judite de Sousa

Pedro Pauleta

Rosa Mota






‘PELA VERDADE DESPORTIVA’





OBJECTIVO:

DEFESA DA VERDADE DESPORTIVA




COMO:

INTRODUÇÂO DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA MELHORAR O DESEMPENHO DAS EQUIPAS DE ARBITRAGEM




ONDE:

NA MODALIDADE FUTEBOL, À SEMELHANÇA DO QUE ACONTECE COM OUTRAS MODALIDADES




PORQUÊ:

PORQUE A INDÚSTRIA DO FUTEBOL MOVIMENTA MILHÕES;


PORQUE OS CLUBES OU SAD NECESSITAM DE FAZER APOSTAS CADA VEZ MAIS SEGURAS E PONDERADAS FACE AO CENÁRIO DE CRISE;


PORQUE OS CLUBES OU SAD NÃO PODEM CONTINUAR A SUPORTAR PREJUÍZOS DECORRENTES DE FACTORES EXTERNOS;


PORQUE É PRECISO DIMINUIR O RUÍDO EM BENEFÍCIO DO JOGO E DA SUA QUALIDADE.








O futebol é um desporto que atrai multidões à escala mundial.


O futebol é uma indústria de milhões.


O futebol deve projectar valores como o desportivismo, a equidade, a justiça e a verdade.


O futebol deve acompanhar a evolução das sociedades e as novas tecnologias são um sinal de modernidade. Elas acompanham o nosso dia-a-dia e outras modalidades desportivas já as adoptaram na procura da verdade.


As equipas de arbitragem, no futebol, são muitas vezes contestadas e, na maior parte das vezes, pelos outros protagonistas do jogo.


Para acabar com esse ruído, às vezes fautor de violências várias, condenáveis em todos os sentidos, há que aproveitar as ferramentas à disposição para apoiar os árbitros nas suas decisões e conferir ao jogo maior verdade.


A introdução das novas tecnologias no futebol, para reduzir a margem de erro dos árbitros, protegendo-os, não tem necessariamente de mudar a essência do jogo: os seus ritmos, a beleza dos movimentos, a genialidade dos protagonistas. Mas dar-lhe-á verdade.


Camus dizia, que ‘chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte’.


Se a mentira tem pressa, a verdade não pode esperar. Este é um desafio de hoje e de sempre. O futebol tem um efeito multiplicador e é bom aproveitar essa força para multiplicar os bons valores. A verdade é um desses valores.


As nações serão melhores nações se conseguirem emular os bons exemplos. A verdade (desportiva) é um bom exemplo.








Verificando que as novas tecnologias estão ao dispor das sociedades modernas, com vantagens óbvias no quotidiano de milhões de pessoas e considerando a natural falibilidade dos árbitros em determinadas situações decorrentes de um jogo que se realiza numa superfície de mais de 100 metros de comprimento e mais de 60 de largura, perante o qual nem o juiz de campo, nem os árbitros-assistentes nem o quarto árbitro são capazes de descortinar todas as incidências da competição; considerando ainda que o futebol se transformou por excelência num jogo televisionado, em que as câmaras e a repetição das imagens dão ao telespectador aquilo que os árbitros, em muitas situações não conseguem observar, propõe-se:


1. Dar mais verdade desportiva ao futebol através do recurso às imagens televisivas e transmitir ao ‘árbitro central’ em tempo real o resultado rigoroso da observação em vídeo também em tempo real;
2. Introduzir a tecnologia do ‘olho de falcão’, já testada, com bons resultados, em Inglaterra, que serve essencialmente para apurar se a bola ultrapassou, na totalidade, as respectivas linhas de baliza*
3. Introduzir a figura do ‘vídeo-árbitro’ nos jogos da principal competição profissional da Liga.


*no intuito de adiar a introdução das novas tecnologias no futebol, a UEFA decidiu avançar para uma solução de nomeação de mais árbitros para os jogos da fase de grupos da Liga Europa – dois ‘fiscais de baliza’ com o objectivo de ajudar o árbitro principal nas jogadas que se desenvolvam dentro das respectivas grandes e pequenas áreas, incluindo a observação sobre as situações em que a bola ronda a linha de golo






RECURSO ÀS IMAGENS TELEVISIVAS

1. Por uma questão de equidade, todos os jogos da Liga principal do futebol português – e não apenas os televisionados em directo – passam a ser filmados (sob o controlo e tutela da LPFP), e o ‘vídeo-árbitro’, com acesso às imagens em tempo real, estará em condições de dar ao ‘árbitro central’ informações que o levem a produzir boas e melhores decisões.

2. São válidas as imagens resultantes das transmissões oficiais (para os jogos televisionados em directo) e as que são fornecidas em tempo real sob a responsabilidade da Liga, em todos os jogos não televisionados, a partir das quais o ‘vídeo-árbitro’ consumará o seu trabalho de auxílio.

3. As condições técnicas sobre as quais a Liga deve garantir a disponibilização das imagens em tempo real ao ‘vídeo-árbitro’ (número mínimo de câmaras em cada Estádio, etc.) devem resultar da constituição de um Grupo de Trabalho do qual devem fazer parte ‘agentes da arbitragem’, outros agentes do futebol (a designar pela Liga) e ‘técnicos de televisão’ (nomeadamente realizadores). Nessa conformidade, sugere-se a constituição de uma Comissão Técnica para o Audiovisual, sob a coordenação de uma personalidade de méritos reconhecidos na respectiva área.

‘OLHO DE FALCÃO’

A técnica do ‘olho de falcão’ foi utilizada pela primeira vez no ténis, em Fevereiro de 2002 (Taça Davis).

Em Fevereiro de 2007, a International Football Association Board (IFAB) deu autorização à Premier League para fazer testes nesta área específica.

Em Agosto do mesmo ano, os testes realizados no campo do Reading foram considerados muito positivos e, porventura, o começo de uma ‘nova era’.

Em Outubro de 2008, o responsável pelos árbitros no futebol inglês, Keith Hackett, disse: ‘Hawk-eye is a must’.

Também os ‘managers’ Arséne Wenger (Arsenal) e Alex Ferguson (Manchester United), entre muitos outros, pronunciaram-se a favor da aplicação desta nova tecnologia, para se evitar diversas situações protagonizadas no futebol, em que só com a ajuda da televisão foi possível perceber, em certas jogadas, que os árbitros não conseguiram ajuizar correctamente em lances duvidosos de linha de baliza.

Face aos testes realizados chegou-se à conclusão de que uma resposta – à dúvida se a bola ultrapassou totalmente a linha de baliza – é possível obter em menos de 0,5 segundos.

Se se considerar que, em muitos encontros da principal prova futebolística profissional portuguesa, há jogos que não ultrapassam os 45 minutos de tempo útil, o argumento bastas vezes utilizado para tentar iludir os benefícios da introdução das novas tecnologias nesta modalidade, segundo o qual se devem evitar as paragens no âmbito da busca da verdade, já se vê que é um argumento de conveniência. O argumento do conservadorismo. O argumento de quem quer manter tudo na mesma, com graves prejuízos para a credibilidade do futebol.

FIGURA DO ‘VÍDEO-ÁRBITRO’

Defende-se a introdução da figura do ‘vídeo-árbitro’ nas seguintes situações:

1. NAS IMEDIAÇÕES DAS GRANDE-ÁREAS OU DENTRO DELAS
a) Lances de grande penalidade;
b) Lances de fora-de-jogo em que a bola entra na baliza;
c) Lances de mão na bola em que a bola entra na baliza;
d) Lances de natureza disciplinar

2. FORA DAS GRANDE-ÁREAS
a) Lances de fora-de-jogo em que a bola entra na baliza;
b) Lances de natureza disciplinar

Admite-se que os treinadores das duas equipas, independentemente do que for a intervenção por iniciativa da equipa de arbitragem (incluindo o ‘vídeo-árbitro’), possa solicitar esclarecimentos em relação a 2 (duas) jogadas duvidosas por partida (o chamado ‘challenge’).






Este documento orientador, ponto de partida para uma mais ampla discussão, além da que foi suscitada nos últimos onze meses, será enviado à Liga, que se tem revelado interessada na adopção de algumas destas medidas, cuja parceria se entende crucial para o reconhecimento mais alargado de que a introdução das novas tecnologias é um elemento essencial para a salvaguarda do futuro do futebol.

Este documento chegará, igualmente, a outros agentes da modalidade.

Este documento procurará, igualmente, alertar o poder político para a importância da ‘verdade desportiva’ no contexto da competição profissional, pelo que será enviado ao universo dos partidos que constituem a Assembleia da República.

Nesse sentido, como movimento de cidadania, este documento procura colher, igualmente, a adesão do público em geral, os adeptos do futebol, sem os quais a modalidade perde todo o sentido.Pelo valor inultrapassável da verdade desportiva.



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