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Biblioteca Académica de Lisboa no Pavilhão de Portugal

Para: Exmas. e Exmos. Senhores: 1. Membros do Governo nas áreas do Ensino Superior, Ciência, Inovação, Ambiente e OT; 2. Presidente e Vereadores da C.M. Lisboa; 3. Membros da J. F. Parque das Nações; 4. Membros da Com. Parlamentar de Educação e Ciência; 5. Presidente e VP da CCDR LVT; 6. Membros do Plenário do CRUP; 7. Membros do Cons. Coord. dos Inst. Sup. Politécnicos; 8. Membros da Direcção da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado; 9. Membros das Direcções da ABIC e da AAL; 10. Membros do C.A. da Parque Expo S.A.; 11. Arq. Siza Vieira, Arq. Souto de Moura e Dr. António Mega Ferreira

Por uma infra-estrutura ao serviço do ensino, da investigação, da inovação e da cultura, aberta 24 horas por dia, 365 dias por ano, acessível a estudantes e investigadores das instituições de ensino superior do mundo inteiro.



Vêm os signatários apelar a V. Exas. para que, no quadro das V. responsabilidades cívicas, políticas e estatutárias, envidem os melhores esforços no sentido de que o Pavilhão de Portugal acolha uma nova infra-estrutura ao serviço do ensino, da investigação, da inovação e da cultura, aberta 24 horas por dia, 365 dias por ano, acessível a estudantes e investigadores de todas as instituições de ensino superior do mundo inteiro: a Biblioteca Académica de Lisboa.

A concretizar-se, a Biblioteca Académica de Lisboa permitirá devolver a dignidade ao Pavilhão de Portugal e reescrever a história, até hoje marcada pelo abandono, do espaço mais nobre da Expo 98 e do Parque das Nações.

Infra, encontram V. Exas. uma crónica ficcionada, que sumariamente descreve a Biblioteca Académica de Lisboa e as mudanças que a mesma poderá operar no Pavilhão de Portugal e no Parque das Nações.

Com a petição e a crónica que se lhe anexa, os signatários dão o seu contributo cívico para a qualificação, atractividade e internacionalização do ecossistema de ensino superior, investigação e inovação de Lisboa, e ainda para que os destinos do Pavilhão de Portugal encontrem o seu devido lugar na agenda política e sejam objecto de uma discussão séria e consequente no espaço público.

Lisboa, 3 de Outubro de 2014


A presente petição dirige-se às Exmas. e aos Exmos. Senhores:

Membros do Governo responsáveis pelas áreas do Ensino Superior, da Ciência, da Inovação, do Ambiente e do Ordenamento do Território

Presidente e Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa

Membros da Junta de Freguesia do Parque das Nações

Deputados Membros da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura

Presidente e Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo

Membros do Plenário do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas

Membros do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos

Membros da Direcção da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado

Membros da Direcção da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

Membros da Direcção da Associação Académica de Lisboa

Membros da Direcção da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações

Membros do Conselho de Administração da Parque Expo S.A.

Arq. Álvaro Siza Vieira, Arq. Eduardo Souto de Moura e Dr. António Mega Ferreira



** Crónica ficcionada a propósito do primeiro aniversário da Biblioteca Académica de Lisboa, em 5 de Outubro de 2017 **


Biblioteca Académica de Lisboa abriu há um ano

A nova sala de leitura no Pavilhão de Portugal recebe milhares de estudantes e investigadores do mundo inteiro


A Biblioteca Académica de Lisboa (BAL) foi inaugurada no antigo Pavilhão de Portugal há precisamente um ano, em 5 de Outubro de 2016. Com as portas abertas 24 horas por dia, 365 dias por ano, é a única infra-estrutura em Lisboa ao serviço permanente do estudo, da investigação e da inovação em todas as áreas do conhecimento.


A biblioteca académica que fazia falta a Lisboa e abriu as portas ao mundo

Na região de Lisboa há quase 100 estabelecimentos do ensino superior, com cerca de 140 mil alunos e seis mil docentes. A BAL é a casa onde todos, sem excepção, podem agora estudar de manhã, à tarde, à noite ou de madrugada, em tempo de aulas, nas épocas de exames ou nas férias, e sempre com acesso à melhor investigação publicada na Internet.

E a BAL não é só para os lisboetas. Os seus leitores são estudantes e investigadores de todas as áreas científicas e de instituições do ensino superior do País e do mundo inteiro, que elegem Lisboa para uma temporada de leituras e de investigação.


A BAL é para ler, investigar, reflectir, escrever, partilhar, debater e gerar novas ideias

Na BAL há salas de leitura, de reuniões, ateliês e exposições, um auditório para aulas e conferências e espaços de incubação de ideias de negócios de base científica.

Em toda a BAL os leitores têm acesso à Internet sem fios e às melhores publicações científicas, cada vez mais difíceis de encontrar nas instituições do ensino superior portuguesas, devido ao custo elevado das subscrições.

A BAL oferece ainda vários serviços úteis aos estudantes e investigadores, como um centro de informação e apoio, um centro de cópia e impressão, um bar, uma agência bancária, e ainda uma loja de telecomunicações e uma livraria onde se podem encomendar e levantar livros nacionais e estrangeiros.


Todos os caminhos vão dar à BAL

Chegar à BAL é fácil e rápido. Na Estação do Oriente, há metro, comboio e autocarros para toda a cidade, para a região de Lisboa e para o Norte e o Sul do País.

A pensar nos milhares de estudantes e investigadores das escolas de Almada e Setúbal, a Transtejo alargou parte do seu serviço de comboio até Oriente.

E para quem aterra no aeroporto vindo das Ilhas, da Europa ou do resto do mundo, encontra a BAL ao fundo da Avenida de Berlim, onde se chega em dez minutos apanhando o metro ou o autocarro.

Há, no Parque das Nações, hotéis para estadias mais curtas e bolsas mais generosas, e há também uma Pousada da Juventude, residências de estudantes e apartamentos para arrendar. À volta do Parque, e um pouco por toda a cidade, não faltam bairros residenciais simpáticos com casas e quartos a preços convidativos.

Com estas condições, a BAL tornou-se no último ano um grande pólo de atracção para estudantes e académicos da região de Lisboa, de todo o País, da Europa e do mundo.


A BAL está em boa companhia

Os leitores da BAL têm a menos de cinco minutos a pé algumas das principais referências da cultura, do conhecimento, da inovação e do entretenimento da cidade de Lisboa: o Oceanário, o Pavilhão do Conhecimento, o Teatro Camões, a MEO Arena, o Casino Lisboa, a FNAC, o cinema no Centro Comercial Vasco da Gama e a Feira Internacional de Lisboa.

No Parque das Nações não faltam condições para a prática desportiva, 'indoor' e 'outdoor', em terra ou no rio. E há restaurantes com cozinha dos vários cantos do mundo e bares para descontrair ao fim do dia.

A BAL está ainda rodeada pelo tecido empresarial do Parque das Nações, muito forte e dinâmico, sobretudo no sector das telecomunicações e tecnologias. Vodafone, NOS, Huawei, IBM, Microsoft, Novabase, Accenture, GFI e Teleperformance são todas vizinhas da BAL.


A BAL devolveu a vida ao Pavilhão de Portugal

O Pavilhão de Portugal ganhou uma nova vida, após mais de quinze anos de abandono. Da varanda e das janelas do Pavilhão, os leitores da BAL têm vista para o Mar da Palha e para a Ponte Vasco da Gama. Todos os dias, a qualquer hora. O projecto de interiores esteve a cargo dos Arqs. Siza Vieira e Souto de Moura.

Os leitores da BAL são também um público fiel das actividades culturais que agora se realizam diariamente debaixo da célebre pala do Pavilhão. Sempre ao final da tarde, faça sol ou faça chuva, centenas de leitores e de moradores e trabalhadores do Parque das Nações juntam-se para assistir a sessões de teatro e poesia à segunda-feira e aos clássicos do cinema à terça-feira. Nos outros dias da semana há música para todos os gostos, com o Sábado dedicado ao fado e a outras expressões da música tradicional portuguesa.


A BAL mexeu com o Parque das Nações e com o ecossistema de inovação de Lisboa

Em associação estreita com a BAL, abriram no Parque das Nações duas incubadoras especializadas: a Startup Lisboa Marina e a Startup Lisboa Tech.

A Startup Lisboa Marina foi criada de raiz na Marina Parque das Nações para apoiar o desenvolvimento de ideias que aliam a investigação, a inovação e as actividades económicas ligadas ao mar e ao rio, como os desportos náuticos e o lazer, a pesca, os transportes e as energias renováveis. Na urbanização ao lado da Marina, as dezenas de lojas vazias foram convertidas em residências de estudantes e em 'hostels' para estadias de curta e média duração dos leitores da BAL e de utilizadores da Marina.

A Startup Lisboa Tech despediu-se da Baixa e mudou-se para o 'techy' Parque das Nações. No Jardim Garcia de Orta, entre a FIL, a Meo Arena e a Torre Vasco da Gama, as novas empresas ocupam espaços de antigos bares e restaurantes que a crise levou. As antigas instalações da Startup Lisboa Tech, na Baixa, foram convertidas na Startup Lisboa Cultura, incubadora de empresas, cooperativas e associações nas áreas da literatura, das artes e do património.


A BAL é um projecto participado e sustentável

A BAL é uma infra-estrutura de interesse público gerida por uma associação sem fins lucrativos, através de um contrato-programa com a entidade proprietária do Pavilhão de Portugal. Nos órgãos desta associação estão representadas várias entidades públicas e privadas e ainda os leitores da BAL, que participam nos destinos da Biblioteca.

Para não replicar o trabalho das dezenas de bibliotecas de Lisboa, e também para conter custos de investimento e operação, não foi criado na BAL qualquer arquivo bibliográfico ou documental em papel. Todo o espaço da BAL encontra-se assim à disposição dos seus leitores.

Para contribuir para a sustentabilidade financeira da BAL, o acesso às suas instalações e serviços não é totalmente gratuito. O ingresso no espaço e as credenciais de acesso à Internet e às revistas científicas são facultados mediante o pagamento da quota semestral de associado da BAL.


A BAL no centro de uma sólida rede de parceiros

Para o funcionamento da BAL contribui uma rede de parceiros que cedo reconheceram que este projecto seria muito mais do que uma simples sala de leitura. São associados colectivos e colaboram com a BAL várias universidades e politécnicos, a Fundação Gulbenkian, a Fundação Champalimaud, a Câmara Municipal de Lisboa, o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo de Lisboa, a CCDR Lisboa, e ainda empresas várias que ali constroem novas pontes com o ensino e a investigação, recrutam talento e posicionam as suas marcas e os seus produtos perante os leitores, que são consumidores muito qualificados e exigentes.

Graças a esta sólida rede de parceiros, a BAL foi instalada num curto espaço de tempo e com um esforço de investimento público diminuto. As despesas de manutenção e operação são largamente co-financiadas por parceiros e mecenas, e é assim que a quota semestral de leitor da BAL se mantém acessível a todas as carteiras.


A BAL numa cidade única no mundo

Com uma energia extraordinária a contrariar os ventos de crise, Lisboa tornou-se nos últimos anos um ponto de destino global para o turismo de lazer e de negócios. Lisboa tem tudo: é uma cidade histórica, artística e literária, civilizada, democrática e tolerante, educadora, científica e inovadora, 'gourmande' e boémia, com quilómetros de praia atlântica a meia hora de distância.

E agora tem a BAL. Referência incontornável na cidade Erasmus que Lisboa é e quer ser cada vez mais, a BAL reúne milhares e milhares de estudantes e investigadores da região de Lisboa, de Portugal, da Europa e do mundo, que ali se encontram para ler, investigar, reflectir, escrever, partilhar, debater, gerar ideias e ajudar a construir o futuro.


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Crónica redigida por João Pedro Ruivo, doutorando em Ciência Política na NOVA, e por Bruno Fragoso, doutorando em Engenharia Informática e de Computadores no IST, em Setembro de 2014, de acordo com a ortografia antiga.

Créditos:
1. Pedro Kok, vídeo 'Portugal Pavilion at the Expo '98, Lisbon, Portugal'. O autor é atento à causa da petição.
2. Feliciano Guimarães, utilizada sob licença CC Attribution 2.0 Generic.


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Assine e comente esta petição aqui e acompanhe os desenvolvimentos da iniciativa em http://facebook.com/bibliotecaacademicadelisboa.



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