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Por um Portugal Verde

Para: Assembleia da República

Todos os anos é a mesma coisa, chega à altura do verão e somos inundados com um mar de chamas, chegou a hora de dizer basta.
Todos começam na floresta um dos bens mais preciosos que temos, e depois qual ladrão implacável leva tudo a frente sem olhar a quês nem porquês e vai ceifando vidas ao passar.

De todas as vezes ouvimos o mesmo discurso bem ensaiado e as palavras sempre iguais, de pessoas que mesmo concentrando em si todo o poder de acção nada fazem a não ser discursos e visitas às áreas afectadas, mas palavras leva-as o vento, ou neste caso as chamas...
Pergunto, não devíamos nós aprender com os nosso erros?
Existindo uma resposta positiva a esta interrogação leva-nós a outra questão, então porque é que estamos sempre a cair no mesmo problema?

Passados dois meses do primeiro grande incêndio que devastou a zona centro de Portugal, e por razões profissionais vou a uma das zonas mais afectadas pela calamidade, mentalmente preparei-me para um cenário devastador e para uma paisagem negra. Qual não é o meu espanto que certas zonas já se encontravam reflorestadas ( não pondo em causa a espécie utilizada ), para mim por um lado foi uma agradável surpresa visto o pouco tempo que tinha passado, no entanto esta agradável surpresa depressa se tornou num choque quando começo a constatar que toda a encosta estava plantada não existia uma única linha de acesso, não existia na encosta uma única linha sem ser plantada, a plantação foi feita mas novamente olhando somente ao lucro e não planeando uma futura eventualidade. Aí sou levado a pensar como é possível que as pessoas no passar de dois meses esqueçam os problemas que tiveram, não estamos a prevenir estamos novamente a facilitar, o que me leva a dizer que no futuro poderemos passar pelo mesmo.

Precisamos com urgência de um plano nacional de ordenamento florestal a altura dos dias de hoje, precisamos de abandonar o estigma dos pequenos latifundiários que se o vizinho me pisa o meu pinhal está a roubar a minha areia, precisamos de ver com olhos de ver quais os verdadeiros problemas das nossas florestas, depois de identificados precisamos de agir, primeiro muito na prevenção e resolução dos problemas e depois também na acção para caso a prevenção falhe a acção seja rápida e eficaz.

Passados quatro meses da primeira calamidade e já na "suposta" "época baixa" dos fogos somos novamente mergulhados num mar de chamas de norte a "sul". Acho que esta visão de época alta e época baixa tem que ser revista pois apesar de ser Outubro estamos perante um longo período de seca e com temperaturas muitos graus a cima do que seria expectável para esta altura do ano.
Novamente somos bombardeados com a conversa oca de palavras ensaiadas e vemos perante os nossos olhos a situação cada vez mais fora de controle e deparamo-nos com uma " cadeia de controle " muito descontrolada o que em vez de nos dar segurança ainda nos põe o coração mais nas mãos.
Novamente vemos o desalento, o desespero estampado no rosto das pessoas e também a impotência dos bombeiros que não chegam para as solicitações.

Perguntamo-nos onde estão os meios de combate pesado?? Então somos assolados pela ideia, estamos em época baixa os efectivos são menos de metade do que em época alta e os meios pesados são muito poucos ou quase nenhuns. Então só nos resta ver arder esperar que os soldados da paz estejam à altura da besta e se façam um milagre.

Por aqui em 2 dias arderam 600 anos da história de Portugal, mas qual a consideração é que quem de direito, os chamados "senhores do poder" tem pelo nosso País, pela nossa história.
Aqui choramos a "Nossa Mata", felizmente deste lado não temos percas humanas a lamentar, mas sei que por outras partes deste meu país existem vidas que se perderam existem pessoas que de um momento para o outro por " requintes de malvadez" ou talvez por "razões econômicas" ou quem sabe por negligência tudo perderam, saber que assim é torna a situação ainda mais preocupante.

Está na altura de deixarmos de lado cores políticas, credos, ideologias, estigmas e afins e agir como cidadãos responsáveis e realmente preocupados com o nosso País e não com os 5 minutos de fama. Está na altura de por mãos à obra e deixarmo-nos de avisos mútuos que não nos levam a lado nenhum. Temos que nos lembrar que todos fazemos parte deste País e que todos podemos agir e não só esperar que as coisas sejam feitas por nós.
Infelizmente quão natural é ouvirmos dizer " Se o estado não faz porque eide eu fazer?", no entanto pergunto-me, não somos nós todos juntos que formamos o País? Uma coisa que também revolta é ouvir essas mesmas pessoas que preferiram não fazer depois de uma calamidade acontecer dizerem " Se ao menos eu tivesse limpo...", pois mas agora já nada há a fazer.
Sou da opinião que sem dúvida temos que exigir acções não palavras, mas isto só pode acontecer quando nós próprios actuarmos e não ficarmos à espera que alguém faça, aí sim podemos exigir aos círculos do poder que estejam ao nosso lado e ajudem na prevenção.
Depois de tanta tragédia que vi este ano no meu país pergunto-me:

É isto que queremos para o nosso País?
É assim que queremos ver Portugal?
Se nós cidadãos não nos unirmos e dissermos basta a toda esta situação nada vai mudar, aí pergunto-me novamente para quê a reflorestação?
Temos que estar unidos, com vontade de lutar pelo nosso País, enquanto Portugueses temos que ver quais as nossas prioridades, se o ano passado paramos o país por uma taça de futebol, então porque não juntarmo-nos todos e dizer basta de incêndios queremos um país verde. Aqui sim estamos a lutar por um bem comum pela nossa história e pelas nossas raízes.

As perguntas vêem então, o que podemos fazer para alterar este quadro tão negro??

O primeiro passo é começar a " casa " pelos alicerces. Temos que investir mais na prevenção, precisamos de ter toda a nossa manta verde limpa, recuperar as estradas das matas bem como limpar os aceiros e os arrifes e trabalhar na sua preservação, proceder a uma reflorestação cuidada com a diversidade de flora, criação de pontos de água na floresta para que em caso de eventualidade os meios possam ter rápido acesso a ela.

Depois vem a parte da acção se a prevenção falhar.
Temos que ter uma " máquina " bem oleada desde as cadeias de comando até ao executante.
Todos os meios úteis no controle e na extinção de um fogo tem que estar presentes ou em prontidão imediata desde o momento de alerta.
Não podemos ter aviões alugados no verão, temos que ter meios aéreos ligeiros e pesados sempre disponíveis.

Como é possível que os nossos pilotos da Força Aérea Portuguesa recebam treino de combate a incêndios e depois não o possam por em pratica. A primeira resposta óbvia seria não temos aviões de combate, mas também é verdade que o povo Português sempre ficou conhecido pelo querer fazer e por fazer acontecer. Temos na nossa frota de aviões os famosos Hércules C-130 um dos aviões mais versáteis que existe, que imaginem vocês equipado para combater incêndios tem a capacidade de 3 Canadairs, e todo este material de combate aos incêndios está em armazéns a apodrecer por falta de manutenção, estranho não?
Somos o único país do mundo autorizado a reequipar, remodelar e montar F-16 Fighting Falcons aviões de guerra e não conseguimos manter o material de combate a incêndios operacional?
Não conseguimos ou não queremos conseguir?
Todas as bases aéreas militares têm no seu quadro de pessoal uma equipa de bombeiros profissionais com equipamento topo de gama no combate a incêndios mas novamente sempre encerrados nas bases sem ordem para actuar.

Já pensaram que os milhões que enchem os bolsos as empresas de combate poderiam ser gastos nas limpezas e requalificação das florestas?

Outro ponto gostava de trazer também a consideração. O facto da engenharia do exército e das máquinas pesadas de auxílio que tão úteis têm sido mas que primeiro que tenham ordem de saída demora uma eternidade, sabendo que os meios humanos estão sempre em prontidão porque demoram tanto tempo a sair?
Vemos militares a pedir desculpa aos bombeiros por não os poderem ajudar, o que demonstra que o problema está de novo na coordenação dos meios.

No caso do nosso País que felizmente não está actualmente em nenhum conflito armado eu pergunto se a defesa do nosso patrimônio não é a verdadeira defesa nacional?
Vamos juntos acabar com este flagelo dos incêndios e com todos os lobbys instalados, por um Portugal verde no futuro.

Nós os abaixo assinados vimos por este meio exigir:

1- Uma reflorestação cuidada é um plano sério de ordenamento florestar

2- Limpeza dos espaços florestais anuais

3- Melhor e mais equipamento para os nossos bombeiros e sua profissionalização

4- O nosso Exército na linha da frente de defesa do País em calamidades naturais

5- Os nossos pilotos da Força Aérea com meios e autorizações para avançar no combate sendo todo o combate aérea da alçada da Força Aérea Portuguesa

6- Reactivação das guardas das Matas, seu constante funcionamento para uma vigilância contínua das florestas

7- Alargamento da fase crítica em função das condições meteorológicas

8- Melhoramento das estradas florestais

9- Criação de Pontos de Água espalhados pela floresta de fácil acesso

10- Criminalização pesada não só dos incendiários como também dos mandantes pois muitas vezes não são a mesma pessoa

11- Reforço das brigadas de intervenção dos Gips-GNR

12- Sapadores florestais de serviço permanente

13- Descentralização do poder de decisão para os meios de primeira intervenção

14- Reactivação das equipes multidisciplinares de combate aos incêndios

15- Uma educação Florestal e consciencialização das populações

Foi a partir da mata nacional de Leiria "Pinhal do Rei" que Portugal fez a sua História, não vamos agora deixar morrer um dos pulmões de Portugal. Unidos seremos sempre mais fortes.

Chega de palavras e passemos a acção.


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